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Nossa Vida é Uma Viagem - Dia de Finados

Nossa Vida é Uma Viagem - Dia de Finados

Por: Bell Pereira 02/11/2026 às 03:50 • 4 min de leitura
 Nossa Vida é Uma Viagem -  Dia de Finados

Nossa Vida é Uma Viagem - Dia de Finados

Que todos aqueles que amamos estejam em paz e com o espírito repleto de muita luz. 
Que nossa saudade chegue até eles em forma de boas energias e muito amor. 
Abaixo deixo um texto muito lindo sobre nossa passagem aqui.  

Nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques... 
Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: Nossos pais. 

Não é verdade? 
Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos, proteção, amor e afeto. 
Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. 
Outros fazem a viagem experimentando somente tristezas. 

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E no trem há, também, pessoas que passam de vagão a vagão, prontas para ajudar a quem precisa. 
Muitos descem e deixam saudades eternas. 
Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe. 

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso. 
Isso obriga a fazer essa viagem separados deles. 
Mas claro que isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. 

O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar. 
Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. 
Sabemos que esse trem jamais volta.
 
Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso. 

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. 
E, certamente, alguém nos entenderá. 
O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos. 

E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? 
Sim. 
Deixar meu filho viajando nele sozinho será muito triste. 
Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido. 

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando desembarcaram. 
E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, posso ter colaborado para que ela tenha crescido e se tornado valiosa. 

Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. 
Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade... 
Quem entrará? 
Quem sairá? 

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo, deixaram desmoronar. 

Fico feliz em perceber que certas pessoas, como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. 
Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros". 
Agradeço a Deus por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo. 

(Desconheço a Autoria) 

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