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As Rosas do Infinito

Por: Bell Pereira 06/01/2024 às 19:31 3 min de leitura
As Rosas do Infinito
Em deslumbrante paisagem das esferas superiores do mundo espiritual, realizava-se singular exposição. A paisagem exuberante fora carinhosamente preparada para a ocasião. Flores de todos os tipos enfeitavam o ambiente numa festa de cores e perfumes. By Jefferson Allan Diversos mensageiros ali se apresentavam, trazendo os buquês de flores, das suas virtudes, para uma importante avaliação de méritos. Os exemplares eram colocados, cada um a seu tempo, sobre uma toalha de linho translúcido para que pudesse se processar a análise das luzes que os coroavam. O primeiro grupo se aproximou trazendo uma braçada de rosas, tecidas com as emoções do carinho materno que, lançadas sobre a toalha expediram suaves irradiações de azul indefinível, e os anjos abençoaram o devotamento das mães, que preservam os tesouros de Deus, na posição de heroínas desconhecidas. Em seguida, alegre comissão juvenil trouxe para exame um delicado ramalhete de açucenas, estruturadas nos sonhos e esperanças dos jovens que sabem manter fidelidade ao Criador, e raios verdes de brilho intraduzível se projetaram em todas as direções. Logo após, lindas crianças foram portadoras de formosa auréola de jasmins, nascidos da ternura infantil, e que, depostos sobre a toalha, emitiram alvíssima luz, semelhante a fios de aurora sobre a neve. Depois, pequeno agrupamento de criaturas iluminadas trouxe bela grinalda de cravos rubros, colhidos na renunciação dos sábios e dos heróis a serviço da humanidade, que exteriorizaram filigranas de luz avermelhada, quais se fossem rubis etéreos. Em último lugar, compareceu a mais humilde comissão da festa. Quatro almas, revelando características de extrema simplicidade, surgiram com um ramo singelo e triste. Eram rosas mirradas, de cor arroxeada, mostrando manchas esbranquiçadas ao longo de hastes espinhosas. Depostas sobre a toalha, inflamaram-se de luz brilhante a irradiar-se do recinto até a imensidão dos céus. Inesperada comoção encheu de lágrimas os olhos espantados da enorme assembleia. E porque alguns dos presentes chorassem com interrogações manifestas, o grande juiz da exposição esclareceu emocionado:
  • Estas flores são as rosas de amor que raros trabalhadores do bem cultivam nas sombras. São pérolas de sentimento puro, de fraternidade real, da suprema consagração à virtude, do amor incondicional ao próximo. Somente as almas libertas de todo o egoísmo conseguem servir a Deus, em meio às trevas e ao desespero.
Os espinhos que se destacam nas hastes agressivas simbolizam as dificuldades superadas... As pétalas roxas significam o arrependimento e a consolação dos que já se transferiram da desolação para a esperança... E os pontos brancos expressam o pranto silencioso e aflitivo dos heróis anônimos que sabem cultivar flores de virtudes no pântano, e servir sem reclamar... E, entre cânticos de alegria, as rosas luminosas das virtudes cultivadas em meio ao sofrimentos terrenos, subiram rutilantes ao infinito... As flores mais sublimes para o Céu, nascem na Terra, e são plantadas por criaturas que sabem viver para a vitória do bem. São cultivadas com o suor do trabalho incessante e com as lágrimas silenciosas do próprio sacrifício. (Redação do Momento Espírita) Grande beijo no coração Bell-Taróloga

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